Larry Roberts
Chamam-lhe pai da ARPANET. E isto pode muito bem ser verdade, já que durante anos foi este o homem que dirigiu a equipa de engenheiros que criaram a ARPANET.
Foi ele o principal obreiro e arquitecto desta rede.
A necessidade da ARPA ter uma rede:
Em 1966, Robert Taylor assumiu a direcção da ARPA´s Information Processing Techniques Office (IPTO), o antigo cargo de J.C.R Licklider. Notou que as pessoas que necessitavam dos serviços da IPTO estavam constantemente a pedir mais recursos de computação. A maior parte deles queria os seus próprios computadores - um luxo muito dispendioso! Taylor também notou que existia uma grande duplicação de pesquisas. Este desperdício de recursos custava bastante dinheiro. Construindo sobre o legado teórico de Licklider, Taylor decidiu que a ARPA deveria conectar entre si os seus computadores que estavam ao serviço das várias instituições por si criadas. Isto permitiria a toda a gente partilhar recursos e resultados através da rede. Após obter aprovação para este plano, Taylor começou a procurar alguém para gerir o projecto. A sua primeira escolha recaiu sobre um jovem cientista de computação chamado Larry Roberts. Roberts era um homem tímido que era bastante bem respeitado no seu campo de investigação. Eram-lhe reconhecidas excelentes habilidades na gestão de projectos e uma grande dedicação ao seu trabalho. Trabalhava na altura em ambientes gráficos no instituto MIT ( Laboratório Lincoln).
Roberts também tinha experiência com computação em rede. Em 1965, um psicólogo chamado Tom Marill, que havia estudado com Licklider e havia sido influenciado pelo seu interesse em computadores, contactou a ARPA e propôs-lhes uma experiência: ligar o computador TX2 do Laboratório Lincoln ao computador SDC Q-32 em Santa Mónica . Na ARPA acharam que isto era uma boa ideia, mas sugeriram a Marill que realizasse a experiência com o patrocínio do Lincoln Lab, o que este acabou por fazer. Esta experiência, apesar de muito mais pequena do que viria a ser a da ARPANET, foi um sucesso. Os tempos de resposta eram lentos e a estabilidade da ligação era precária, mas este projecto de Marill foi um primeiro passo digno de nota.
As qualidades de Roberts, principalmente a experiência em redes computacionais (já que isto era raro nessa altura), fizeram dele o candidato ideal para o projecto da rede da ARPA. Para Roberts este emprego seria bom, na realidade, Taylor teria dito que esta posição de Roberts lhe permitiria ser director do IPTO quando ele saísse. Mas Roberts estava feliz no local onde se encontrava e durante quase um ano Taylor procurou persuadi-lo a aceitar o trabalho sem obter êxito.
Todavia Taylor não desistia
e sendo assim fez uso de técnicas pouco ortodoxas. Os fundos do Lincoln Lab, cerca de metade, provinham da ARPA. Sendo assim, Taylor foi falar com Charles Herzfeld, o director da ARPA, e pediu-lhe que persuadisse o director do Lincoln Lab a forçar Roberts a aceitar o lugar. Herzfel concordou. Roberts mais tarde recordou:
Roberts aceitou o emprego, tinha 29 anos e era agora gerente e arquitecto principal do projecto percursor da Internet.
O projecto
Em 1967 foi a uma reunião para os principais investigadores da ARPA. O tópico principal era o novo projecto de rede computacional. Roberts expôs os seus planos, ele queria conectar todos os computadores da ARPA através das linhas telefónicas. As funções para funcionamento em rede seriam atribuídas a computadores anfitriões em cada ponta da linha. Esta ideia não foi bem recebida. Os investigadores não queriam debaratar os preciosos recursos das suas máquinas na administração desta nova rede e também não viam nenhuma vantagem em partilhar os seus recursos com outros investigadores. Em 1989 Roberts comentou:
Muitos previram tambem dificuldades no processo de comunicação das próprias máquinas, com sistemas operativos e linguagens diferentes. Resumindo, a recepção ao projecto de Roberts foi muito fria.
No final da reunião um homem chamado Wes Clark entregou a Roberts um bilhete que dizia:
Pequenos computadores ( maiores do que um jogador da NBA)
Roberts adoptou a ideia de Clark. Chamou aos pequenos computadores "Interface Message Processors (IMPs)". Roberts decidiu que a rede deveria começar com quatro sítios (ou sites): UCLA, o Stanford Research Institute ( SRI), a University of Utah, e UC de Santa Barbara. Isto seria o núcleo e a rede poderia crescer a partir dali. SRI foi escolhido como um dos primeiros sítios porque Doug Engelbert estava lá. Este homem era conhecido de Bob Taylor que havia patrocinado uma invenção sua - o primeiro rato para computador. Em meados de 1968 Roberts enviou um pedido, para que lhe fossem feitas ofertas para a construção dos IMPs, a 140 companhias. Em Dezembro já havia um resultado: Bolt Beranek e Newman, conhecidos de Licklider.
Implementação
Em Agosto de 1969 entregaram o primeiro IMP à UCLA. Um mês mais tarde o segundo foi entregue no SRI. Ligaram-se os dois e a ARPANET nasceu.
Foi ele o principal obreiro e arquitecto desta rede.
A necessidade da ARPA ter uma rede:
Em 1966, Robert Taylor assumiu a direcção da ARPA´s Information Processing Techniques Office (IPTO), o antigo cargo de J.C.R Licklider. Notou que as pessoas que necessitavam dos serviços da IPTO estavam constantemente a pedir mais recursos de computação. A maior parte deles queria os seus próprios computadores - um luxo muito dispendioso! Taylor também notou que existia uma grande duplicação de pesquisas. Este desperdício de recursos custava bastante dinheiro. Construindo sobre o legado teórico de Licklider, Taylor decidiu que a ARPA deveria conectar entre si os seus computadores que estavam ao serviço das várias instituições por si criadas. Isto permitiria a toda a gente partilhar recursos e resultados através da rede. Após obter aprovação para este plano, Taylor começou a procurar alguém para gerir o projecto. A sua primeira escolha recaiu sobre um jovem cientista de computação chamado Larry Roberts. Roberts era um homem tímido que era bastante bem respeitado no seu campo de investigação. Eram-lhe reconhecidas excelentes habilidades na gestão de projectos e uma grande dedicação ao seu trabalho. Trabalhava na altura em ambientes gráficos no instituto MIT ( Laboratório Lincoln).
Roberts também tinha experiência com computação em rede. Em 1965, um psicólogo chamado Tom Marill, que havia estudado com Licklider e havia sido influenciado pelo seu interesse em computadores, contactou a ARPA e propôs-lhes uma experiência: ligar o computador TX2 do Laboratório Lincoln ao computador SDC Q-32 em Santa Mónica . Na ARPA acharam que isto era uma boa ideia, mas sugeriram a Marill que realizasse a experiência com o patrocínio do Lincoln Lab, o que este acabou por fazer. Esta experiência, apesar de muito mais pequena do que viria a ser a da ARPANET, foi um sucesso. Os tempos de resposta eram lentos e a estabilidade da ligação era precária, mas este projecto de Marill foi um primeiro passo digno de nota.
As qualidades de Roberts, principalmente a experiência em redes computacionais (já que isto era raro nessa altura), fizeram dele o candidato ideal para o projecto da rede da ARPA. Para Roberts este emprego seria bom, na realidade, Taylor teria dito que esta posição de Roberts lhe permitiria ser director do IPTO quando ele saísse. Mas Roberts estava feliz no local onde se encontrava e durante quase um ano Taylor procurou persuadi-lo a aceitar o trabalho sem obter êxito.
Todavia Taylor não desistia
e sendo assim fez uso de técnicas pouco ortodoxas. Os fundos do Lincoln Lab, cerca de metade, provinham da ARPA. Sendo assim, Taylor foi falar com Charles Herzfeld, o director da ARPA, e pediu-lhe que persuadisse o director do Lincoln Lab a forçar Roberts a aceitar o lugar. Herzfel concordou. Roberts mais tarde recordou:
"Bob [Taylor] got Herzfeld to call up the head of Lincoln and say, 'Well, we have 51 percent of your money. Why don't you send Roberts down here as fast as you can?' And the head of Lincoln called me in and said, 'It'd probably be a nice thing for all of us if you'd consider this." (Roberts in Segaller, 47).
Roberts aceitou o emprego, tinha 29 anos e era agora gerente e arquitecto principal do projecto percursor da Internet.
O projecto
Em 1967 foi a uma reunião para os principais investigadores da ARPA. O tópico principal era o novo projecto de rede computacional. Roberts expôs os seus planos, ele queria conectar todos os computadores da ARPA através das linhas telefónicas. As funções para funcionamento em rede seriam atribuídas a computadores anfitriões em cada ponta da linha. Esta ideia não foi bem recebida. Os investigadores não queriam debaratar os preciosos recursos das suas máquinas na administração desta nova rede e também não viam nenhuma vantagem em partilhar os seus recursos com outros investigadores. Em 1989 Roberts comentou:
"Although they knew in the back of their mind that it was a good idea and were supportive on a philosophical front, from a practical point of view, they -Minsky and McCarthy (two prominent Pis), and everybody with their own machine -wanted (to continue having) their own machine. It was only a couple of years after they had gotten on (the ARPANET) that they started raving about how they could now share research, and jointly publish papers, and do other things that they could never do before." (Roberts in Abbate, 50)
Muitos previram tambem dificuldades no processo de comunicação das próprias máquinas, com sistemas operativos e linguagens diferentes. Resumindo, a recepção ao projecto de Roberts foi muito fria.
No final da reunião um homem chamado Wes Clark entregou a Roberts um bilhete que dizia:
"You´ve got the network inside out." ( Hafner & Lyon, 73).Depois do encontro, Roberts falou com Clark, este sugeriu-lhe que empregasse computadores pequenos para administrar as comunicações e que deixasse os computadores anfitriões em paz. Todos os computadores pequenos poderiam falar a mesma linguagem o que facilitaria a comunicação entre eles. Cada computador anfitrião só teria de adaptar a sua linguagem para falar com o pequeno computador que lhe estaria atribuído, e assim comunicar através dele com os outros computadores na rede. O pequeno computador seria assim uma espécie de portal para a rede (gateway) . Os computadores mais pequenos também ficariam sobre um controle mais eficiente da ARPA.
Pequenos computadores ( maiores do que um jogador da NBA)
Roberts adoptou a ideia de Clark. Chamou aos pequenos computadores "Interface Message Processors (IMPs)". Roberts decidiu que a rede deveria começar com quatro sítios (ou sites): UCLA, o Stanford Research Institute ( SRI), a University of Utah, e UC de Santa Barbara. Isto seria o núcleo e a rede poderia crescer a partir dali. SRI foi escolhido como um dos primeiros sítios porque Doug Engelbert estava lá. Este homem era conhecido de Bob Taylor que havia patrocinado uma invenção sua - o primeiro rato para computador. Em meados de 1968 Roberts enviou um pedido, para que lhe fossem feitas ofertas para a construção dos IMPs, a 140 companhias. Em Dezembro já havia um resultado: Bolt Beranek e Newman, conhecidos de Licklider.
Implementação
Em Agosto de 1969 entregaram o primeiro IMP à UCLA. Um mês mais tarde o segundo foi entregue no SRI. Ligaram-se os dois e a ARPANET nasceu.
Etiquetas: biografias, história da internet

<< Home